A LGPD e a proteção de dados nas PMEs

A LGPD e a proteção de dados nas PMEs

Recentemente, o mundo corporativo tem discutido os benefícios e desafios das organizações ao garantir a adequação de suas operações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, impondo mais proteção ao indivíduo e penalidades às empresas para o não cumprimento.

Para empreendedores, o desafio é repensar os processos do negócio a partir da segurança da informação – e essa pode ser uma oportunidade de ouro para moldar a cultura organizacional. Esse é o ponto central para uma adaptação bem-sucedida, de acordo com Carolina Lagoa e Marco Lagoa, co-fundadores da WITEC IT Solutions, cuja entrevista completa à Comunidade Gestão PME da HSM Management você confere a seguir.

HSM Management: Desde que a LGPD foi sancionada, em agosto de 2018, ela vem mudando a forma de coleta e uso de dados pessoais pelas empresas, mas ainda gera muitas dúvidas de como aplicá-la na prática nas organizações. Quais têm sido os principais desafios das PMEs na aplicação da lei em seus processos e rotinas?

Marco Lagoa: O processo de adequação em si tem sido um desafio devido ao número de ações que devem ser tomadas pelas empresas, principalmente com relação a revisão de todos os processos e a forma com que se obtém o consentimento para uso dos dados.

Com a lei, o titular dos dados precisa saber exatamente para qual finalidade será usada a informação coletada. E apesar de algumas empresas acharem que basta o consentimento, a realidade é bem diferente. São muitos os pontos de atenção e ação, dos quais destaco:

  • Avaliação inicial para entendimento dos atuais gaps;
  • Criação de cultura organizacional;
  • Implementação de processos, revisões contratuais, políticas e normas internas;
  • Garantia da prática de governança e conformidade;
  • Implementação de melhorias contínuas.

Destes, a criação de uma cultura organizacional de proteção de dados é um desafio em especial, pois, sem ela não há como atingir a conformidade legal, pois empresas são feitas de pessoas e pessoas são o lado mais frágil de todo o processo.

HSM Management: Como o empreendedor ou gestor de PMEs deve começar este trabalho para que sua empresa esteja em conformidade com a lei? Quais são os caminhos possíveis para empresas que não dispõem de recursos para contratar consultorias especializadas para repensar toda a cadeia de tratamento de dados pessoais?

Carolina Lagoa: Para adaptar o seu negócio à nova lei, a empresa pode iniciar pela conscientização dos colaboradores que têm acesso a dados pessoais, alertando para a importância sobre o tema e mostrando como a lei impactará em sua atividade ao lidar com informações de terceiros, promovendo discussões e palestras de conscientização sobre Privacidade e Proteção de Dados.

Além disso, o setor de TI também deve passar por uma auditoria com a implementação de soluções que possam prevenir eventuais ataques de hackers, que roubam informações para depois solicitar um resgate. O empreendedor deve ter em conta que eventuais vazamentos de dados podem gerar penalizações às empresas.

Algumas medidas devem ser adotadas, como a proteção dos dispositivos de todos os usuários com antivírus, que devem estar sempre atualizados; a adoção da criptografia de disco; a checagem das políticas de backup e a habilitação do duplo fator de autenticação em todos os aplicativos, principalmente em e-mails e em acessos aos arquivos em nuvem, como One Drive e Dropbox.

HSM Management: E quais os cuidados que devem ser tomados neste momento em que muitas organizações estão com suas operações em esquema remoto?

Marcos Lagoa: Em tempos de #anywhereoffice, modelo em que as pessoas façam suas tarefas em qualquer lugar, de maneira remota, é muito importante se preocupar quais redes estão sendo utilizadas pelos colaboradores, evitando conexões em redes desconhecidas que podem estar monitorando seus acessos. Outro item é a criação de um Comitê de Privacidade, para o qual devem ser selecionados profissionais de diferentes áreas, que tenham o conhecimento de todos os processos dentro do setor.

O empreendedor deve, também, nomear ou contratar o encarregado de dados (DPO), que será a pessoa responsável legalmente por comandar as atividades de proteção de dados dentro da empresa e será o representante direto junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

HSM Management: De que modo as empresas podem aproveitar este momento de adequação à LGPD para repensar seus processos e evoluir com a gestão de dados em seus diferentes ambientes?

Carolina Lagoa: Para o processo de adequação, as empresas terão que investir em pessoas qualificadas, treinamento da equipe, atendimentos relacionados à situação dos dados pessoais de clientes e fornecedores, bem como na organização de um banco de dados centralizado e seguro, que garantirá o acesso mais rápido às informações.

As oportunidades de evolução também surgem com a transformação digital, que contribui com a segurança da informação e com a criação de uma cultura colaborativa, fazendo com que diferentes áreas trabalhem de forma conjunta, visando o tratamento seguro de dados, a transparência e, consequentemente, a confiabilidade nas relações comerciais.

Para finalizar, reforçamos a nossa crença de que um dos pontos mais importantes para as startups e PMEs é desenvolver em sua equipe uma cultura de entendimento sobre segurança e proteção de dados, esclarecendo e reforçando que os dados pessoais são um ponto crítico que podem impactar profundamente no negócio.

Não há como pensar em garantir e proteger a privacidade, sem que antes todos entendam que a segurança da informação é o pilar inicial. Esse cuidado com o tema tem que permear treinamentos, processos, investimentos e as ações das organizações de modo geral. Se foram pensadas de forma estratégica, todas essas ações podem contribuir, e muito, para uma gestão mais eficiente não só dos dados pessoais, mas da empresa como um todo.

Saiba mais sobre os desafios que os empreendedores enfrentam no Brasil na Comunidade Gestão PME.

Fonte: https://www.revistahsm.com.br/post/a-lgpd-e-a-protecao-de-dados-nas-pmes

#TrabalhoRemotoSeguro

#TrabalhoRemotoSeguro

Pensando em te auxiliar no processo de adequação para o trabalho remoto na sua empresa, a Witec It Solutions apresenta o #TrabalhoRemotoSeguro. Um projeto composto por Webinars, 100% Online e Gratuitos, onde o #WitecItTeam explica o funcionamento de soluções e equipamentos que irão facilitar sua forma de trabalhar remotamente com total privacidade e segurança.

Confira nossa agenda

18/03 – Webinar Microsoft 365 | Trabalho em Equipe – Felipe Santos

Neste Webinar, Felipe Santos,  Especialista Microsoft na Witec It Solutions, explicará como o MS 365 viabiliza, organiza e facilita o seu trabalho em equipe, independente de onde vocês estejam fisicamente.

O Microsoft 365 foi projetado para ajudar você a fazer mais com aplicativos inovadores do Office, serviços de nuvem inteligentes e segurança de nível mundial

24/03 – Webinar PABX Ip na Nuvem | Configure Você Mesmo – Marco Lagoa

Neste Webinar, Marco Lagoa, CEO da Witec It Solutions irá ensinar o passo a passo de como implementar o PABX-IP, uma solução de comunicação em nuvem profissional para empresas de qualquer tamanho.

31/03 – Webinar Como o Microsoft Teams Pode Ajudar Sua Empresa com o Trabalho Remoto – Alexander Magalhães

Neste Webinar, Alexandre Magalhães, Administrador de Redes na Witec It Solutions, ensinará como o Microsoft Teams pode ajudar sua equipe a trabalhar remotamente de forma ágil e organizada, simplificando o seu dia de trabalho com um ambiente híbrido seguro.

07/04 – Webinar Microsoft Teams | Equipamentos e Soluções – Marco Lagoa e Leonel Carvalho

Neste Webinar, Marco Lagoa e Leonel Carvalho, respectivamente CEO e Gerente Comercial da Witec It Solutions, apresentam equipamentos e soluções que integrados ao Microsoft Teams podem potencializar sua produtividade e agilizar seu trabalho remoto.

14/04 – Webinar Watchguard Authpoint – Alexander Magalhães

Neste Webinar, Alexander Magalhães, Administrador de Redes na Witec It Solutions, apresenta o Watchguard Authpoint, uma autenticação simples, efetiva e acessível.

A solução implementa autenticação de múltiplos fatores (MFA) usando o aplicativo AuthPoint. Uma tentativa externa de login cria uma notificação push segura para o smartphone do usuário – mostrando quem e de onde estão tentando autenticar.

Conheça a Witec It Solutions

Somos a melhor solução no mercado de tecnologia. Contamos com serviços em computação em nuvem, suporte em redes, telecomunicação e segurança da informação, além de ser a sua maior parceira em redução de custos na área de telefonia na nuvem. A Witec também apoia o desenvolvimento de seu ecossistema, com benefícios exclusivos, suporte profissional técnico e soluções tecnológicas. Saiba mais em https://witec.com.br
O Legado do Trabalho Remoto em 2020

O Legado do Trabalho Remoto em 2020

Aconteceu no último dia 19/11 o segundo evento de aquecimento do Congresso de TI, nos convidando a debater e compreender melhor as diversas questões relacionadas ao Trabalho Remoto.

Para abrir o evento, contamos com a palestra “O Legado do Trabalho Remoto em 2020” da Ludmilla Rossi, co-fundadora do grupo Mkt Virtual e que hoje atua como CSO, com olhos voltados para as áreas de negócios e impacto da empresa.

Premiada em 2018 pelo World Summit Awards, na categoria saúde e bem estar com o Alpha Beat Cancer e em 2019 pelo Prêmio Brasil Criativo, por conta do projeto de economia circular e impacto social, o Juicybazar, a Ludmilla nos agraciou com uma excelente palestra, dinâmica e repleta de conteúdos super relevantes.

 

 

Pensando nisso, convidamos a Ludmilla para bater mais um papo conosco e o resultado você pode conferir agora.

 

Ludmilla, a sua palestra nos deu um panorama completo de como a nossa relação com os espaços de trabalho e o trabalho em si foi se modificando ao longo dos anos.

E como reflexo da pandemia, o ambiente de casa volta a ser também o de trabalho, como se estivéssemos revivendo um ciclo do início do século 19.

Considerando tudo isso, para você o que seria um modelo interessante de escritório a partir de agora?

A minha opinião está mais na linha do CEO do Google que a do próprio Zuckerberg, que tem uma visão de que os colaboradores devem escolher trabalhar de casa ou do escritório.  Eu e o futuro que a gente imagina aqui (e que o CEO do Google tem se movimentado nesse sentido) ele deve ser híbrido. 

Ou seja, o colaborador tem autonomia, e aqui nós buscamos trabalhar cada vez mais o pilar de autonomia, para entender os dias e as tarefas que ele se sente mais produtivo para fazer de casa e as tarefas que ele se sente mais produtivo para fazer do escritório.

Nós acreditamos muito no modelo híbrido e a nossa visão, nós que estamos full home office até hoje por conta da pandemia, o que a gente acredita é que quando tudo isso passar, a situação estiver mais sobre controle, a gente deve encaminhar para o modelo híbrido.

Uma das questões que você abordou está relacionada à contratação de alguém exclusivamente remoto, algo que não teria acontecido antes e essa “cultura da desconfiança” quando se trata de líderes e colaboradores no trabalho remoto.

Você mencionou ainda que no atual momento existe colaboradores trabalhando até mais que na rotina presencial no escritório.

A partir da sua experiência, qual o primeiro passo para líderes e colaboradores ajustarem isso de uma maneira mais suave?

Até porque pelas previsões, 2021 ainda será muito similar ao que temos vivido em 2020.

De fato a gente acredita que isso é um paradigma de como você vai adquirir e reter talentos no mercado de agora em diante. O que nós percebemos é que na nossa estrutura realmente teve muito trabalho e um processo de adaptação. Tiveram pessoas que não se adaptaram também. Então isso acabou gerando uma demanda extra.

Fizemos várias tentativas, até para se auto educar mesmo, de evitar contato com as pessoas em horários que não fosse horários comerciais. Toda essa auto disciplina fez parte das conversas com as lideranças ao longo deste ano.

E que nós entendemos é que primeiro tem uma questão de educação que é interna, mas também tem uma questão que é preciso abrir esse diálogo com os clientes, porque ninguém quer trabalhar muito a mais por livre e espontânea vontade, ninguém quer ter cargas e jornadas de trabalho por decisão própria.

Geralmente as pessoas têm uma intuição de ter um equilíbrio bom, mas a gente tem, especialmente numa empresa de serviços como é o nosso caso, os clientes como o pilar dessa relação.

Então se o cliente, digamos assim, espirra, ou a falta de planejamento ou de repente demandas urgentes para o time dos parceiros e dos fornecedores como é o nosso caso, você pode ter um reflexo muito alto aí na nossa estrutura.

Então basicamente a gente tenta atuar da porta pra dentro, mas tenta atuar da porta pra fora também, mostrando para os clientes quais são os limites e porque esses limites são importantes.

Considerando a sua apresentação e as proposições que surgiram durante a sua palestra no Congresso, se você pudesse acrescentar mais 1 ponto como legado do trabalho remoto em 2020, qual seria?

Acho que estamos caminhando para um modelo que autonomia e confiança vão ser muito essenciais para que as empresas se tornem competitivas e frutíferas.

Eu estou começando a ler agora e mergulhar num conteúdo de um livro chamado Liderança Shakti e é muito importante que por mais que ele não aborde especificamente a questão da pandemia, eles falam muito da jornada heroica.

O livro fala muito do equilíbrio da energia feminina e da energia masculina. Então eu acho que ele conversa muito, muito mesmo com esse momento de reconstrução que a gente vai viver. 

Tem um gráfico que eu gosto muito e que ele começa assim: Tirado da normalidade; confrontando-se com um mundo desconhecido; descobrindo a sua grandeza; desenvolvendo novas capacidades; libertando o poder e compartilhado com o mundo.

É praticamente uma jornada heroica de 4 estágios que é: Crise, trauma, transformação e dom.  Então eu acho que tem muito a ver e esse seria um ponto que eu adicionaria para o meu conteúdo.  E para quem tiver interesse em se aprofundar, pode buscar aí a essa referência que é a Liderança Shakti.

O que você gostaria de ver nas próximas edições do evento?

Eu gostei muito do evento, eu consegui acompanhar algumas palestras depois, e eu enxergo que toda parte de tecnologia, eu que comecei nessa área muito cedo, muito jovem e sempre foi uma área muito, digamos assim, técnica, fria, masculina…

Eu acredito que a tecnologia ela está aí justamente para libertar a gente pra fazer coisas nas quais de repente possamos usar mais o nosso lado humano. Então eu acho que essas discussões são bem interessantes. Não é como a tecnologia substitui, não é o replacement, mas sim como a tecnologia ajuda a libertar a gente pra fazer e de fato extrair o melhor das nossas habilidades humanas.

Por fim, como foi a sua experiência palestrando no Congresso?

Confesso que eu fiquei muito honrada com o convite da Carol e do Marco, mas eu confesso também que eu estava um pouquinho nervosa porque eu vi que ia ter um time de muito peso. Então abrir o evento, ser a primeira palestra me deu uma certa ansiedade, porém foi muito bom eu super agradeço. Eu gostei muito do feedback do público, do contato com o público e contém comigo aí para as próximas edições.

Curtiu? Nós adoramos!

Mais uma vez o nosso obrigada à Ludmilla.

E não se esqueça, na próxima semana, de 07 à 10/12 nós teremos a 7ª Edição do Congresso de TI, repleta de convidados e palestras de peso.

Se ainda não se inscreveu, aproveita para fazer isso agora.

Uma excelente oportunidade para conhecer a LGPD em todas suas dimensões.

Uma excelente oportunidade para conhecer a LGPD em todas suas dimensões.

Depois da entrada em vigor da Leis de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) muitas empresas ainda subestimam os esforços necessários e quais os melhores caminhos para garantir o compliance, tanto do ponto de vista de tecnologia como jurídico.

O primeiro desafio não é só uma questão de nivelar a cultura dos colaboradores em relação ao uso de dados pessoais, mas como incorporá-los no dia a dia de maneira que essa iniciativa seja um diferencial de marketing e negócios das organizações.

O processo de adoção das exigências da LGPD não deve ser encarado apenas como uma corrida de obstáculos para se cumprir as exigências da LGPD, mas uma iniciativa contínua e permanente, com ações alinhadas entre as áreas de tecnologia e jurídica.

3a edição do Data Protection Forum traz um conteúdo atualizado, esclarecendo as dúvidas técnicas e jurídicas que foram levantadas nos últimos meses pelas organizações, de maneira a proporcionar aos profissionais de todas as áreas uma visão crítica e real sobre a adoção da LGPD e toda suas implicações. Uma excelente oportunidade para conhecer a LGPD em todas suas dimensões.

Fonte: https://dataprotectionforum.com.br/

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Leis de Proteção de Dados pelo Mundo: como aplicar a devida prioridade e importância dos dados pessoais

Leis de Proteção de Dados pelo Mundo: como aplicar a devida prioridade e importância dos dados pessoais

O uso indevido de dados pessoais gera danos muitas vezes irreversíveis para uma organização e, como resultado, está cada vez mais crescente o número de leis e regulamentações.

No Brasil, podemos citar, por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que entrará em vigor em agosto deste ano. 

A proteção de dados pessoais surgiu como uma maneira de regular a utilização da informação pessoal durante o seu tratamento. Ou seja, nos vários processos em que os dados são submetidos depois de colhidos.

Mas afinal, o que são dados pessoais? 

Uma informação é considerada dado pessoal quando ela permite a identificação, direta ou indireta, da pessoa por trás do dado. Exemplos mais simples são: nome, data de nascimento, documentos pessoais, endereço, telefone, e-mail e entre outros. 

Saiba quais são os países com maior proteção de dados pessoais do mundo

Muitos países ao redor do mundo se asseguraram de garantir esse cuidado porque sabem da importância de ter regulamentações específicas para proteger os dados pessoais.

Foi selecionado os principais exemplos de locais que estão tendo resultados a partir da proteção de dados para você compreender o que já está sendo feito fora do Brasil.

União Europeia

Após um ano e meio do General Data Protection Regulation (GDPR) entrar em vigor na União Europeia, esse já é considerado o maior conjunto de normas de proteção à privacidade online já criado. Os cidadãos europeus têm o direito de saber quais informações as empresas estão coletando sobre eles e para quais objetivos. 

O GDPR influenciou legislações em todo o mundo devido ao alto padrão no processamento de dados pessoais, inclusive o Brasil.

Todo esse reconhecimento também pode ser explicado pela aplicação extraterritorial. 

Com o GDPR, todos os países que lidam com informações pessoais de cidadãos europeus precisam processar os dados pessoais. Além disso, as autoridades da União Europeia também estão aptas a realizar investigações de conformidade, garantindo o nível adequado de proteção de dados pessoais.

Estados Unidos

A Lei de Privacidade dos Consumidores da Califórnia, intitulada Califórnia Consumer Privacy Act (CCPA), é a primeira lei abrangente de privacidade nos Estados Unidos.  A principal mudança que a lei traz é que os cidadãos da Califórnia têm mais direitos sobre os seus dados. Ou seja, a lei concede às pessoas os direitos de acessar dados, de saber como eles são usados e de proibir o uso deles.

 As empresas regulamentadas pelo CCPA terão várias obrigações para esses consumidores. Entre elas, incluindo comunicados, regulamentação geral de proteção de dados (RGPD), como direitos de assunto de dados do cliente (DSRs) e também uma recusa para determinadas transferências de dados e um consentimento requisito para menores.

 Japão

O Japão teve sua primeira lei de proteção de dados criada em 2003. A Act on the Protection of Personal Information (APPI) foi atualizada em 2015 e teve as novas regras aplicadas a partir de de 2017, um ano antes da GDPR.  

A regulamentação é aplicada em dois tipos de dados, as informações pessoais e as informações que requerem cuidados especiais. Assim como na União Europeia, empresas que não tratarem os dados dos japoneses de forma adequada também podem sofrer sanções. 

No país, os cidadãos têm o direito de pedir a revisão e a exclusão de seus dados se acharem necessário. Assim como também poderá ser possível no Brasil com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).  

Argentina

A Argentina  possui leis específicas para proteção de dados pessoais desde 1994. Atualmente, está em vigor a Lei de proteção de dados pessoais 25.326 (LDPA). Além do Decreto regulamentar 1558/2001 e outras disposições da Diretoria Nacional de Proteção de Dados Pessoais. 

A LDPA foi criada de acordo com o modelo legislativo europeu e fez com que a Argentina tenha sido o primeiro país da América Latina a alcançar uma qualificação de adequação para transferências de dados da UE. 

A legislação atual protege os dados pessoais armazenados em todas as plataformas de processamento, públicas e privadas. E também os argentinos podem acessar suas informações em bancos de dados públicos.

Brasil terá LGPD implementada em agosto

Em agosto deste ano, entrará em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil. A legislação estabelecerá regras mais claras sobre o tratamento de dados pessoais por aqui.

Apesar da ausência de uma lei específica para regulamentar a proteção de dados no país é importante destacar que existem leis setoriais que incluem algumas questões a respeito da proteção de dados pessoais. São elas: 

  • Código de Defesa do Consumidor: O código concede alguns direitos de privacidade para acessar e corrigir dados do consumidor;
  • Marco Civil da Internet: O marco regula o processamento de dados pessoais, incluindo a obtenção, armazenamento, retenção, processamento e transferência de dados pessoais;
  • Código Penal: O código, modificado pela Lei nº 12737/12, também conhecida como lei do cibercrime, também cobre certos aspectos relacionados à privacidade dos indivíduos. 
  • Lei Carolina Dieckmann: A lei dispõe que é crime invadir dispositivo informático de outras pessoas com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.

Em todos os países que foram criadas leis e regulamentações específicas sobre o assunto o que permitiu que as organizações começassem a ter um olhar mais atento para a forma como armazenavam os dados pessoais.

Com isso, os investimentos em segurança foram redobrados e trouxeram um ótimo retorno para as empresas. 

Compartilho um estudo realizado no mundo todo com os países que já implementaram leis e regulamentos específicos para a proteção de dados para que você compreenda as vantagens que a LGPD vai trazer para o nosso país.

Estudo mostra as vantagens das leis e regulamentos de proteção de dados 

Uma pesquisa publicada pela Cisco, chamada Data Privacy Benchmark Study 2020, mostrou as práticas de privacidade no mundo todo e as vantagens para as empresas que já adotaram práticas para redução de riscos relacionados a segurança dos dados.

O estudo foi realizado em 13 variados países com mais de 2.800 profissionais de segurança em organizações dos mais diversos portes e, a partir dele, trouxe alguns insights do resultado que esse investimento está trazendo:

  •  As organizações, recebem em média benefícios equivalentes a 2,7 vezes o investimento que fizeram. Mais de 40% relatam benefícios que são pelo menos o dobro do que gastaram com privacidade;
  • Mais de 70% das organizações (ano passado o dado era 40%) afirmam obter vantagens comerciais significativas dos esforços em privacidade.

    Esses benefícios estão correlacionados com conformidade, incluindo mais agilidade, maior vantagem competitiva e mais atratividade para os investidores, e maior confiança do cliente;
  • Companhias com pontuações mais altas em responsabilidade (de acordo com a avaliação a Accountability Wheel do Centre for Information Policy Leadership, que estrutura o gerenciamento e a avaliação da maturidade organizacional, relatam menos custos com violações, atrasos menores nas vendas e retornos financeiros mais altos;
  • 82% das organizações veem as certificações de privacidade como um fator de compra. Certificações de privacidade como ISO 27701, Privacy Shield UE/Suíça-EUA e o sistema APEC Cross Border Privacy Rules estão se tornando um fator de compra relevante quando se escolhe um fornecedor terceirizado. Índia e Brasil lideram a lista, com 95% dos entrevistados concordando que certificações externas agora são um fator importante.

Quais são as melhores práticas para a segurança da minha empresa?

Separei algumas dicas do que você pode fazer para proteger o seu negócio e que também estão diretamente relacionadas às exigências do Capítulo VII da LGPD, que fala sobre os requisitos mínimos Da Segurança e do Sigilo de Dados e também Das Boas Práticas e da Governança

  • Identifique os ativos tecnológicos, internos e externos, da sua empresa (a grande maioria dos dados que a empresa possui estão armazenados ou trafegam nesses ativos);
  • Execute scans de vulnerabilidades diariamente e com diferentes escopos (isso te dará maior visibilidade e velocidade na identificação dos vetores de riscos);
  • Responda aos alertas e incidentes de segurança com visão de DPO (foco no negócio e na privacidade) ;
  • Priorize a remediação das vulnerabilidades considerando seu impacto no negócio (muitas vezes eliminamos vulnerabilidades que têm pouco impacto no negócio, o que pode ser improdutivo e arriscado)
  • Analise os relatórios e dashboards que te deem visão de Risco Técnico, mas também de Risco Negócio.;

Seguindo esses processo continuamente, com certeza você terá mais condições de proteger os ativos importantes para a empresa e, consequentemente, estará mais próximo da proteção de dados que a LGPD exige que você tenha.

Como se proteger?

Através do estudo, percebemos como é inevitável realizar investimentos consideráveis para proteger os dados pessoais da empresa e entre os investimentos indispensáveis estão plataformas que fazem a gestão contínua e monitoramento das vulnerabilidades, como a EcoTrust Platform.

Com a EcoTrust, é possível reduzir os riscos de vazamento de dados pessoais e violações de segurança através de um trabalho de prevenção assertiva.

Através da ferramenta, profissionais da área de tecnologia e segurança são capazes de identificar, analisar e também entregar informações vivas sobre as vulnerabilidades de segurança digital de uma empresa de qualquer tamanho.

Você já sabe quais são as vantagens das práticas de privacidade, então está na hora de começar a focar no seu negócio. Se você ficou interessado em saber mais sobre a plataforma EcoTrust ou se precisar de qualquer dica em relação ao assunto, vamos conversar. 

Não existe bala de prata, porém existem muitas soluções no mercado. Uma delas é a EcoTrust que poderá ajudar você a reduzir os riscos cibernéticos e cuidar da saúde digital da sua empresa. 

por Vinicius Durbano

Fonte: https://blog.ecoit.com.br/leis-de-protecao-de-dados-pelo-mundo-como-aplicar-a-devida-prioridade-e-importancia-dos-dados-pessoais/